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22 a 26 de Outubro de 2018

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TEMÁTICA CENTRAL

21 de Março de 2018, 18:20 , por Ana Elisa Rocha - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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ALTERIDADE, DIREITOS FUNDAMENTAIS E EDUCAÇÃO

 

Alteridade, do latim alter (outro), é um termo que qualifica o que é diferente de mim e, por isso, se refere ao que me questiona constantemente, no mesmo tempo em que me define como alguém que só pode existir na relação com os outros. Por isso, o conceito de alteridade se torna cada vez mais presente e relevante na cultura atual, sempre desafiada a encontrar formas de conciliar a valorização do indivíduo (o eu) no contexto de uma diversidade e de um pluralismo crescente (os outros).

A compreensão da alteridade como dimensão constitutiva do existir humano, leva a uma visão da vida como convivência, que se traduz no respeito à alteridade da natureza, dos outros e do Outro. Na aceitação consciente e responsável da alteridade se fundamenta e se estrutura uma cultura ética de respeito e valorização das diferenças, numa convivência humana não violenta. Esta cultura tem como pressuposto uma visão de conhecimento científico aberto à transcendência do Mistério da vida.

A ética que se fundamenta na assunção da alteridade como dimensão essencial da vida humana interfere na promoção e efetivação dos direitos fundamentais, que se articulam com deveres de responsabilidade reciproca entre Estado, sociedade civil e cada pessoa, com o objetivo de reconhecer e preservar a dignidade inalienável de todo ser humano. Neste sentido, a família em suas diversas formas, se constitui como espaço primeiro e privilegiado de vivência da alteridade e, por isso, lugar de educação permanente ao respeito e promoção criativa da vida, em todas as suas etapas. A promoção dos direitos fundamentais também afeta a vida empresarial, o meio ambiente, a vida nas cidades e no campo, as relações econômicas, a política, sendo hoje necessária para o desenvolvimento humano e social.

            Para que a alteridade se torne efetivamente princípio constitutivo dos direitos fundamentais e das relações, se faz necessário um processo contínuo de educação individual e política, que desperte e aprimore a capacidade de um pensar crítico, comprometido com o todo da sociedade e criativo, como espaço de valorização ética do saber e do viver. Estes processos educacionais se articulam com uma avaliação crítica das políticas públicas, da relação entre economia e política, dos meios e modalidades da comunicação social, das tecnologias da informação e de suas repercussões sociais. É necessário repensar a educação para que, não só na teoria como também na prática inclusiva das mais diversas alteridades, forme cidadãos aptos a uma convivência de alto nível e que sabem conjugar consciente e responsavelmente os direitos dos outros com os deveres próprios.

Por meio da pesquisa, do desenvolvimento e da inovação, a UCSal pretende explorar as interfaces dos diferentes campos do conhecimento que permitam encontrar, de forma objetiva e cientificamente respaldada, os caminhos interdisciplinares para o aprofundamento das problemáticas relacionadas à alteridade e aos direitos fundamentais, e o esforço para encontrar soluções para problemas reais que afetam o desenvolvimento humano e a qualidade de vida.

Os Eixos Temáticos a serem desenvolvidos nesta SEMOC, a partir da temática central apresentada, serão:

  1. Diversidade, Respeito e Justiça
  2. Família, Alteridade e Educação
  3. Políticas Públicas, Judicialização e Direitos Fundamentais Sociais
  4. Educação, Tecnologias da informação e Direitos fundamentais
  5. Direitos fundamentais, Educação ambiental, Vida urbana e rural
  6. Engenharias, Empreendedorismo e Alteridade

Alteridade, Conhecimento e Espiritualidade