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Dia Internacional da Mulher. - 08 de março

11 de Março de 2019, 18:11 , por Ana Elisa Rocha - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Dia Internacional da Mulher.

Dia 08 de março.

Dia em que rememoramos nossas lutas diárias.

Todos os dias quando as mulheres conseguem voltar para casa (isto quando sua casa é um lugar seguro), elas comemoram mais uma vitória, vitoriazinha nossa de cada dia, afinal, sobreviver tem sido uma rebeldia diante dos dados da violência contra a mulher.

As estatísticas são alarmantes. Nossa referência aqui será o Mapa da Violência do IPEA 2018. A surpresa já começa com o sumário do Mapa, pois, em absoluto destaque, entre os títulos: morte por intervenções policiais, juventude perdida, violência contra negros e armas de fogo, aparece o subtítulo: homicídio de mulheres. Nada mais simbólico.

Os dados apontam que: “em 2016, 4.645 mulheres foram assassinadas no país, o que representa uma taxa de 4,5 homicídios para cada 100 mil brasileiras. Em dez anos, observa-se um aumento de 6,4% (tabelas 6.1 e 6.2).” (disponível aqui).

Os números refletem o que assistimos atônitos, diante da TV ou pelas redes sociais. Todos os dias as mulheres são vítimas de violências de ordens diversas, frutos de uma sociedade que não entendeu a linha do diálogo, respeito à vida e amor ao próximo. Criamos, a partir disso, redes de apoio, sem as quais o enfrentamento seria ainda mais difícil e doloroso. Este momento, então, é de organização em grupos com a firme convicção que assim nos tornamos mais fortes. Empatia, uma palavra que ganhou o senso comum na atualidade, é traduzida em  alteridade e as mulheres precisam cada vez mais se apoiar e se proteger, nestes dias em que a violência tomou todos os ambientes.

Esta semana, talvez durante todo o mês, as notícias destas violências, que seguem inflando os dados estatísticos, serão anunciadas em todos os meios.

No entanto, precisamos continuar acreditando que as Instituições e a sociedade civil organizada se tornarão mais fortalecidas no enfrentamento destas questões, conferindo apoio e elaborando políticas públicas capazes de traçar meios de sobrevivência mais seguros para as mulheres e garantindo amparo às vítimas no que parece, mesmo, uma guerra sem fim.

Por Germana Pinheiro.